• Por Maria Rita Werneck

Será que ano que vem teremos um Oscar?


A Academia Brasileira de Cinema escolheu "O Grande Circo Místico", filme de Cacá Diegues, para concorrer a estatueta do Oscar de melhor filme estrangeiro. O longa, que tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros em 15 de Novembro, ainda precisa passar por algumas etapas até ser indicado oficialmente para participar da competição hollywoodiana.

A trama do mais novo imortal da Academia de Letras Brasileira é inspirada em um poema de Jorge de Lima e conta a história de uma tradicional família austríaca, que é dona do Grande Circo Knieps. O ponto de partida é 1910, quando nasceu um improvável romance entre um aristocrata e uma acrobata. Este é o retrato dos 100 anos de existência do Grande Circo e das cinco gerações de uma mesma família que esteve à frente do espetáculo com suas histórias fantásticas.

Chico Buarque e Edu Lobo fazem parte da trilha do filme que traz no elenco nomes como Jesuíta Barbosa, Bruna Lizmeyer, Mariana Ximenes, Rafael Lozano e Vincent Cassel.

A última vez que um filme brasileiro foi indicado nessa categoria foi há quase 20 anos. Em 1999, "Central do Brasil", de Walter Salles, foi derrotado pelo italiano "A Vida é Bela". Anteriormente, outras três produções nacionais participaram da competição: "O Pagador de Promessas" (1963), "O Quatrilho" (1996) e "O que é Isso Companheiro?" (1998).

Mais recentemente, três obras, 100% nacionais, foram indicadas ao Oscar em outras categorias. Em 2001, "Uma História de Futebol" disputou a estatueta como Melhor Curta-metragem em Live-Action. Já em 2004, "Cidade de Deus" participava da premiação concorrendo a quatro estatuetas: de Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia. Há dois anos, "O Menino e o Mundo" disputou o prêmio de Melhor Filme Animado.

Em dezembro, será divulgada uma relação com os 9 filmes pré-indicados ao Oscar 2019 e, em 22 de Janeiro, o mundo conhecerá a relação final com todos os indicados da premiação que acontecerá no dia 24 de fevereiro.

Cáca Diegues

Expoente do Cinema Novo, é indiscutível a importância de Cacá Diegues na cinematografia brasileira. Responsável por grades obras, como "Bye, bye Brasil" (1979), "Tieta do Agreste" (1996)" e "Xica da Silva" (1976), três dos sete filmes do cineasta alagoano escolhido para representar o Brasil no Oscar como melhor filme estrangeiro, ele é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras.

Aos 78 anos de idade e 56 de carreira, é chegada a hora da estatueta hollywoodiana vir para o Brasil.

Na torcida!


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