• Por Maria Rita Werneck

Rock & Roll Hall of Fame: saiba tudo sobre a cerimônia.


Aconteceu ontem, em Nova York, a cerimônia de introdução do Rock & Roll Hall of Fame, uma das maiores honraria da música para um artista. No entanto, há quem não vá receber esse reconhecimento pessolamente, mas isso a gente fala daqui a pouco.

Este ano Def Leppard, Janet Jackson, Radiohead, Roxy Music, Stevie Nicks, The Cure e The Zombies foram os indicados. Ter lançado o primeiro disco há, pelo menos, 25 anos é uma das regras para fazer parte da seleção e através de voto popular os nomes são definidos.

Com 43 anos de carreira, o The Cure foi introduzido pelo vocalista do Nine Inch Nails, Trent Reznor, que afirmou a originalidade da banda inglesa em seu discurso de introdução.

“Apesar de fazer música desafiadora que lida com temas diversos, seu impacto tem sido gigantesco. [..] A dedicação deles em impor limites sonoros e artísticos ao fazer música para todas as idades nem sempre foi recompensada com resenhas brilhantes na imprensa, mesmo assim, jamais deixaram de atrair um público leal.”

Muito emocionado, Robert Smith, vocalista do The Cure, agradeceu a todos que passaram pela banda “bem ou mal” e fez uma homenagem ao ex-baterista do grupo, Andy Anderson, morto ano passado, vítima de câncer.

Veja a performance do The Cure na cerimônia. O grupo tocou 5 dos seus maiores sucesses, entre as canções Lovesong e Boys don't Cry, que levou popularizou o grupo que promete um disco novo para ainda para esse ano.

Pela primeira vez um artista foi introduzido duas vezes no Rock & Roll Hall of Fame. Stevie Nicks recebeu a primeira honraria em 1998, com a banda Fleetwood Mac, e este ano pela carreira solo. O ator e cantor Harry Styles foi o responsável pelo discurso de introdução.

Outra mulher que também brilhou na cerimônia foi Janet Jackson ou apenas Janet, como escolheu assinar seu nome artístico há alguns anos para desvencilhar sua carreira da do seu irmão, Michael Jackson. A cantora é um dos mais representativos nomes da Pop Music, acumulando ao longo de 37 anos de trajetória mais de 160 milhões de discos vendidos. Ganhou sete Grammys e seu Rhythm Nation entrou para a lista da revista Rolling Stone como um dos 50 maiores álbuns da história. Sua introdução ao Rock & Roll Hall Fame foi feita por uma grande admiradora e tão talentosa quanto a homenageada, Janelle Monáe. Em seu discurso, Monáe afirmou o quanto Janet foi importante para as mulheres negras e, em especial, para a formação dela como pessoa e artista. A admiração é tão grande que, durante sete anos, a foto da homenageada era proteção de tela próprio celular, confessou.

“Eu me lembro da primeira vez que minha mãe me mostrou um clipe da nossa Janet Jackson. E eu vi essa resplandecente, assertiva e talentosa garota com um afro na cabeça. E aquilo foi tão tranquilizador ver alguém que se parecia comigo e um milhão de outras pequenas garotas negras ao redor do mundo. E mesmo nos primeiros estágios de sua carreira, você podia ver que ela era uma estrela diferente”.

(Janelle Monáe)

Como forma de protesto contra o documentário “Leaving Neverland” - documentário que apresenta duas denúncias de pedofilia direcionadas a Michael e exibido, recentemente, pela HBO, emissora que transmite a noite de cerimônia do Hall of Fame - , Janet não apresentou nenhum número musical por não querer aparecer mais tempo no canal.

Quem também quebrou a tradição da apresentação musical na homenagem foi o Radiohead. Apresentados por David Byrne, o baterista Phil Selway e o guitarrista Ed O’Brien subiram ao palco do Barclays Center para representar os demais integrante do grupo inglês que estava sendo introduzido. Em seu discurso, O’Brien agradeceu a todos os parceiros de banda e declarou que gostaria que todos os colegas ausentes - Thom Yorke, Jonny Greenwood e Colin Greenwood, participassem daquele momento que ele classificou como “um grande negócio”, no sentido da magnitude da homenagem. Selway completou em sua fala que o fato de todo o grupo não estar presente não significava que a homenagem não havia chegado até eles. “Esta é uma noite maravilhosamente surreal e gostaria que os outros membros pudessem estar aqui, porque eles estariam sentindo a mesma coisa", concluiu.

Brian May participou da cerimônia introduzindo o Def Leppard e depois fazendo em uma Jam Session. May ressaltou a resiliência do grupo diante das adversidades vividas por eles - a perda de um dos braços do baterista Rick Allen devido a um acidente de carro e a morte do guitarrista Steve Clark-, e afirmou que eles venceram “a moda antiga”, trabalhando, tocando e criando “músicas incríveis”. O vocalista da banda inglesa, Joe Elliot, completou o pensamento do guitarrista do Queen afirmando que as músicas que fizeram garantiam que eles poderiam superar quaisquer “dificuldades”:

“Pintaram dificuldades e nós sobrevivemos e saímos do outro lado como pessoas mais fortes. Foi assim que sempre aconteceu em toda a nossa carreira… Se acidentes de carro, o alcoolismo e o câncer não puderam nos matar lá atrás, os anos noventa não teriam nenhuma chance e aqui estamos”

(Joe Elliot)

A noite, que ainda contou com a introdução de Roxy Music e The Zombies, foi encerrada com uma performance de Brain May, Def Leppard e Ian Hunter, vocalista da banda Mott the Hoope, apresentando All the Young Dude, de David Bowie.

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