• Maria Rita Werneck

BTS - saiba mais sobre o fenômeno que chega a SP no final do mês


Eles são sete e pode aposta que se houvesse uma eleição hoje para escolher as novas maravilhas do mundo, muita gente os colocaria entre as novas preciosidade desse planeta. Exageros ou não, eu estou falando do BTS. Há seis anos é uma das maiores sensações da música mundial e na Coreia do Sul é unanimidade quando o assunto é K-Pop.

Ontem eles estiveram no Billboard Music Awards, premiação realizada em Las Vegas, onde ganharam como Melhor Top Duo/Grupo de 2018 e Top Artista Social. Aproveitaram a noite para lançar mundial do single “Boy with Luv”, com a cantora Halsey.Mas o que será que o Bangtan Boys (como o BTS também é conhecido) tem que conquista tanta gente, provocando por onde passa esse efeito quase que histérico?

Eles surgiram em 2013, já ganhando os principais prêmios musicais da Coreia do Sul e desde então conquistando mais espaços até se tornarem o principal grupo de K-Pop. Os integrantes são Jin (visual e vocalista), Suga (rapper), J-Hope (dançarino principal e rapper guia), RM (líder e rapper principal), Jimin (vocalista líder e dançarino), V (face e vocalista do grupo) e Jungkook (maknae e vocal principal). Eles têm entre 21 e 26 anos e suas caras são a expressão da juventude moderna oriental.

Com suas devidas proporções e relevando os meios de comunicação que na década de 60 jamais seriam imaginados, como as redes sociais, por exemplo, o BTS estão se aproximando ao nível de popularidade global do meninos dos Beatles. O grupo foi o único que até hoje, desde o Farb Four, emplacou três álbuns no top da lista da Billboard e ficar em primeiro lugar é com eles mesmo. Em 2018, foram considerados pela Forbes Power Celebrity como os mais influentes e poderosos da Coreia do Sul. Neste mesmo ano, no Spotify, ficaram em segundo lugar, atrás apenas do Imagine Dragons, o grupo mais ouvido na plataforma de streaming.

O visual colorido, divertido, um pouco andrógino se comunica muito bem com os temas menos solares abordados em suas letras e que acabam ficando à margem do trabalho de outros artistas compatriotas. Temas-tabus muito pouco falados na conservadora Coreia do Sul, como a causa LGBT, são trazidos às canções que há seis anos rodam o planeta. Certa vez, o jornalista da Billboard, Jeff Benjamin, os definiu como a “consciência social do K-Pop”.

A mistura de estilos musicais como o pop, rock e o eletrônico ao visual oriental impecável e muito atraente coagula pessoas de todas os lugares do mundo, formando um verdadeiro exército BTS. Muitos desses soldados ficarão de fora da turnê Love Yourself: Speak Yourself, apresentada no Brasil nos dias 25 e 26 de maio, no Allianz Parque. O nosso país será o único da América Latina que receberá a tour.

Quando se mistura talento, engajamento social, mercado frutífero e uma super produção que só enriquece o talento, obviamente, que esse ou esses artistas têm tudo para dar certo. Mas no caso do BTS está dando muito mais do que certo. Eles estão dominando o mundo, mas até então de forma consciente, despertando em sua arte reflexões justamente sobre como as pessoas devem se enxergar no mundo e quanto elas devem se respeitar e se cuidar.

Deve estar aí o segredo dos rapazes. Ele demonstram não ser apenas um produto que só pensa em cifrões, mas que também se preocupam com as pessoas que os cercam e com as que cercam seus fãs. Vamos esperar a passagem deles pelo Brasil para ver o que acontecerá com o público daqui. Até o fechamento desse artigo ainda havia alguns ingressos. Aproveite, pois não é sempre que vemos um fenômeno se manifestando de forma tão suprema.

#BTS #Kpop

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