• Por: Maria Rita Werneck

Slash: fila de virar quarteirão e show impecável em SP


Confirmando a sua origem inglesa, Slash subiu ao palco do Espaço das Américas, pontualmente, às 21h30 e até o final do show, depois de um pouco mais de duas horas de apresentação, não parou de tocar as suas Gibsons. Ao lado de Myles Kennedy & The Conspirators, o guitarrista apresentou um repertório concentrado em seus discos solos, “Slash” (2010), “Apocalyptic Love” (2012), “World on Fire” (2014) e “Living The Dream” (2018), que deu origem a essa turnê.

Myles Kennedy sempre muito simpático com a plateia tentou algumas palavras em português para agradecer o entusiasmo do público, mas foi cantando mesmo que ele retribuiu a galera. Mesmo baixando o tom em algumas canções, como “By The Sword” (originalmente gravada por Andrew Stockdale), o estadunidense demonstrou que está com a voz potente, a mesma que despertou grande interesse em Slash e que o fez convidá-lo para essa parceria de quase dez anos.

Slash ficou conhecido por sua performance no Guns n’ Roses, fazendo parte do mundo do Rock n’ Roll como um dos guitarristas mais importantes da história. No show de ontem, ele demonstrou que está em cima ainda, apresentando uma habilidade incrível com a guitarra. Mais uma vez, durante quase duas horas de show, ele só parou o suficiente para molhar a garganta. Executou riffs poderosos e chegou a solar em uma das três performances isoladas por mais de cinco minutos. Aos 53 anos e dono de muita história surreal, Mr. Saul Hudson se mantém muito bom de palco.

Mas, sozinho ele não faria tudo que faz. A banda que o acompanha e dá toda moral para Myles Kennedy tem gigantes no palco também. The Conspirators é formada por Todd Kerns (baixista e responsável por cantar “We’re All Gonna Die”, Brent Fitz (baterista) e Frank Sidoris (guitarra rítmica). Todos eles juntos colocam fogo em qualquer stage.

Agora, quem foi para o show ouvir sucessos do Guns se deu mal. Das 21 músicas do setlist, apenas “Nightrain”, do Appetite for Destruction (1987) foi resgatada dos grandes hits da banda. Seguidores de outras turnês solo de Slash, sabem que essa escolha por não tocar muita coisa da sua banda de origem é uma novidade. Nas três últimas excursões da ‘tchurma’, era super natural ouvir “Civil War”, ‘Sweet Child O’ Mine” e, até “Estranged”. Mas, desta vez não. O que é muito legal de certa forma, porque acaba significando que o músico conseguiu estruturar uma carreira paralela, onde apenas as músicas desse projeto sustentam todo um show lotado de fãs do ‘Armas e Rosas”.

Até o antológico "The Godfather Theme" ficou de fora.

Desde 2015, Slash não tocava em São Paulo com essa formação. A fila para entrar na casa dobrava o quarteirão. Quem foi para o show ontem não se arrependeu um minuto. Tímido e muito calado, Slash só falou com a galera duas vezes: a primeira para apresentar “Myles ‘fucking’ Kennedy” e a segunda para agradecer a ida de todos ao espetáculo. A noite foi encerrada com “Anastasia” e, logo após da canções, uma chuva de palhetas e sorrisos do cabeludo de cartola que é um dos mais importantes nomes desse tal de Roque Enrow.

A Living The Dream Tour segue agora para Uberlândia -MG (27/05), Brasília (29/05), Recife -PE (01/06) e Fortaleza-CE (03/06).

Até a próxima, Slash!!!!

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