• Por: Maria Rita Werneck

Mais uma vez a música clássica no caminho do Metallica


Mantendo a tradição dos shows do Metallica, a Petrobrás Sinfônica também começou a apresentação da versão clássica do Black Album com The Ecstasy of Gold and Blackened, de Ennio Morricone. Nesse momento o maestro Felipe Prazeres e os 31 músicos já demonstraram que não estavam alí para ‘pegar leve’. (Desculpe o trocadilho), mas bem pelo contrário, eles pegaram bastante pesado no melhor estilo Heavy Metal.

Mas será que isso é possível? Não só é possível como ontem, quem esteve no Allianz Park, ouviu um Black Album vibrante, com arranjos - assinados pelos contrabaixista da Orquestra Ricardo Candido - que não deixaram nada a desejar sobre a versão original do disco lançado em 1991. Para vocês terem uma ideia, as potentes guitarras de Kirk Hammett e James Hetfield foram reproduzidas por dois violinos nota por nota (precisão dos fãs mais aficionados). Apresentado na ordem da gravação original, logicamente, "Enter Sandman" inaugurou os trabalhos desta obra. Com uma plateia vestida, majoritariamente, de preto e também com camisas do quarteto americano, o concerto seguiu com a mesma cantando música por música, inclusive, relembrando os gritos que James faz durante seus shows para incendiar a galera. A explosão desse vocal pôde ser vista em um dos "bis", quando a Orquestra puxou "Master of Puppets" (do disco homônimo lançado em 1986), a única fora do repertório homenageado.

A noite teve de tudo: de luz de celular a cifres na mão sustentados incansavelmente com batidas de cabeças mais controladas, devido a plateia estar sentada. Como era previsto, nas baladas “The Unforgiven” e “Nothing Else Matters”, o Allianz Park se iluminou. No entanto, as músicas "Sad But True", "Of Wolf and Man" e "Wherever I May Roam" transportaram todo mundo às gigantescas arenas nas quais a banda se apresenta desde quando entrou para o hall dos grupos de rock mais cultuadas da história.

Aos 38 anos de carreira, o Metallica vendeu mais de 115 milhões de discos. O Black Album é responsável por mais de 40 milhões destas cópias vendidas e por isso é considerado o disco de metal mais vendido de todos os tempos.Talvez, ele seja também o mais importante da banda, principalmente, por tê-la colocada no mainstream mundial.

Apesar do Metallica ser uma banda de Heavy Metal, com escaladas pelo Trash Metal, os caras sempre buscaram se renovar usando outras fontes artísticas. A música clássica é uma delas e, em 1999, eles gravaram um disco ao vivo com a Orquestra de São Francisco, originando o álbum S&M (Symphony & Metallica). Mas, recentemente, James Hetfield e sua trupe anunciaram que esse encontro acontecerá novamente para celebrar os 20 no referido material. Será um show chamado S&M2, realizado em 06 de setembro, Chase Center, nos Estados Unidos.

Renovação. É assim também que o maestro Felipe Prazeres vê a série “Álbuns” que deu origem ao concerto em homenagem ao Black Album e tantos outros, como Thriller (Michael Jackson), Ventura (Los Hermanos) e The Dark Side Of The Moon (Pink Floyd). Há três anos esse projeto existe com a intenção de aproximar as pessoas da música clássica, além de também “provar que a Petrobras Sinfônica está aberta a tocar qualquer estilo”, afirmou Prazeres no início do concerto de ontem.

Que venham mais álbuns!!! E você qual disco gostaria de ver com uma roupagem clássica. Diz aí!!!!!

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