• Por: Maria Rita Werneck

De Deep Purple a Joelhos de Titânio: saiba como foi o show do Whitesnake no Rockfest


Com joelhos novos de titânio e prestes a comemorar 68 anos de idade, David Coverdale subiu ao palco do Allianz Parque feito um furação. Essa é a sétima vez que o Whitesnake vem ao Brasil e a passagem pelo Rockfest, ontem (21), foi uma das maiores apresentações do novo festival de música paulista.

A performance de Coverdale no auge dos seus 54 anos de carreira ainda é de um grande band leader. Lógico que não faltaram os movimentos eróticos com o pedestal do microfone, mas, sem dúvidas, o grande destaque vai para sua voz. Alguns arranjos foram refeitos para deixar as notas mais confortáveis para ele, o que não tirou o brilho do vocal que antes de ser do Whitesnake foi do Deep Purple. Inclusive, no repertório da noite uma homenagem ao antigo grupo, com Burn.

Sendo uma velho admirador e conhecedor do entusiasmo da plateia brasileira, nessa excursão pelo país, a banda quis registrar a participação do público colocando um microfone no meio da galera com captação surround 360. O material gravado será usado como base para um DVD ao vivo lançado pelo grupo. No entanto eu não vi esse mic (posso ter me passado).

No repertório, escolhas por canções dos álbuns "Whitesnake" (1987) e "Slide It In" (1984), com clássicos Is This Love, Love Ain't No Stranger, Still of the Night, Slow an' Easy, Bad Boys. Mas, também teve espaço reservado para as novas composições que fazem parte do mais recente trabalho lançado "Flesh & Blood", como : Shut Up & Kiss Me.

Da mesma forma que outros colegas de profissão, David Coverdale também anunciou aposentadoria dos palcos há três anos por causa das fortes dores que sentia devido a uma artrite degenerativa nos joelhos. Depois de implantar placas de titânio nas articulações no ano passado e se ver mais ativo do que nunca (compondo novas canções, escrevendo um livro e gravando clipes), essa ideia sumiu. Os cabelos loiros cacheados disfarçam os brancos desse quase septuagenário, que ‘on stage’ parece o Justin Bieber, como brinca a primeira-dama Coverdale, Cindy.

O Whitesnake já dividiu o palco com os Scorpions no último dia do Rock in Rio, em 1985, quando foram convidados para substituírem o Def Leppard depois do acidente com o baterista Rick Allen. Até hoje, quando perguntado sobre a passagem pelo Rio, Coverdale lembra com muito entusiasmo das duas semanas que passou no Brasil: temporada que iniciou o amor que ele declara pelo país e pelos brasileiros.

Completando a formação do whitesnake desde 2014 estão Reb Beach, Michael Devin, Michele Luppi, Joel Hoekstra e Tommy Aldridge que ontem deu um verdadeiro show a parte nos tão famosos solos de bateria das bandas. Por mais de 5 minutos, a lenda do hard rock que já tocou com Ozzy Osbourne e Gary Moore, surpreendeu a todos quando abandonou as baquetas e concluiu sua exibição apenas com os braços e mãos. Vale lembrar que ele tem 69 anos. Maravilhoso!

Essa é a sétima vez que o Whitesnake volta ao Brasil (última passagem foi em 2016). O primeiro show aconteceu em Curitiba (18/09), depois o de ontem em Sao Paulo e agora o grupo segue para duas apresentações em Minas Gerais: uma em Uberlândia (23/09) - no dia do aniversário de Coverdale - e dois dias depois em Belo Horizonte. A banda passa pelo palco Sunset do Rock in Rio em 28/09 e encerra a excursão brasileira em Porto Alegre, em 01/10.

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