• Por: Maria Rita Werneck

Scorpions: banda chega a SP mais vital do que nunca


Apoteoticamente, o Rockfest foi encerrado com o show do Scorpions. A banda alemã, que esteve em São Paulo pela última vez em 2016, apresentou um show impecável, cheio de grandes sucessos do calibre de Wild of Change e Big City Nights.

Com uma mudança de palco rápida diante do cenário que trouxeram com um alto tablado de led, a primeira música já revela que os alemães não estavam de brincadeira, mesmo com o problema no som que foi consertado na terceira música. As projeções preparadas seguiram por todo o espetáculo configurando um cenário moderno, meio futurista as vezes.

Para os fãs antigas, hits dos anos 70 incendiaram a Arena Allianz Parque, como Top of the Bill e Catch Your Train. Por falar em 70, quem diz que Klaus Meine (vocalista) e Rudolf Schenker, ambos fundadores do Scorpions, têm 71 anos de idade. Meine tocou guitarra, percussão (tudo bem, era um instrumento pequeno), meia lua; correu várias vezes pela passarela montada no palco e cantou com maestria as 14 músicas programadas. Já Schenker era o próprio hurricane da canção que encerrou a noite (daremos detalhes). Além de esbanjar uma energia invejável, entrou no personagem de rock star com muita propriedade.

Com seus cabelos descoloridos, camiseta de caveira, óculos modernérrimo e uma guitarra esfumaçante, ele foi um personagem muito importante para a impecável apresentação. Quer dizer. Paradoxalmente, foi dele a única falha que eu reparei na 1 hora de show. No início do solo que vem, justamente, após a frase "What my guitar wants to say", em Wild of Change, Rudolf Schenker entrou no tom errado da primeira nota o que fez ele demorar alguns segundos para se encontrar novamente, mas esse contratempo em nada atrapalhou a execução desse hino da banda.

Um grande marco dessa turnê é o solo de bateria de Mikkey Dee. O baterista grego que entrou nos Scorpions em 2016 depois que saiu do Motorhead com o fim da banda devido a morte de Lemmy Kilmmister, deu uma espetáculo de mais de 10 minutos. Supenso por cabos de aço, ele mostrou porque é considerado 29º melhor baterista entre 50 pela Loudwire.

Não podemos esquecer de mencionar as brilhantes participações do outro guitarrista Matthias Jabs e do baixista Pawel Maciwoda. Ambos são mais comedidos no palco, mas não menos perceptivos.

Ao lado de Still Loving You, Rock You Like a Hurricane formou o bis e aí a visão mais afastada do palco deu a verdadeira dimensão do que aquelas projeções misturadas com um som bem calibrado podem causar no indivíduo. Não se via ninguém sem cantar ou pular ou dançar. O hit por se só já tem esse poder sobre as pessoas, mas depois de uma apresentação tão incendiária, não poderia haver música melhor do Scorpions para terminar a noite.

#Scorpions #KlausMeine #RudolfSchenker

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