• Por: Maria Rita Werneck

Seal em SP: chuva de hits e "puxão de orelha" por causa de excesso de celular


Depois da apresentação de ontem (29) no festival Itaipava de Som a Sol, podemos dizer que o cantor Seal gosta mesmo de calor humano. Pelo menos em três canções, o inglês que vendeu mais de 15 milhões de discos em todo mundo ao longo de 32 anos de carreira, não pensou duas vezes em descer do palco e cantar no meio da plateia, repetindo o feito da última sexta-feira, no Rock in Rio 2019 onde se apresentou ao lado da cantora brasileira Xênia França. Mas em Sampa, esse aconchego teve um diferencial: na música Fast Dance, ele dançou com uma fã e deu uma bronquinha de leve no público por causa do excesso do uso do bendito celular.

“Eu entendo, mas vamos viver o momento”, disse o cantor pedindo para que as pessoas desligassem os aparelhos e curtissem o show de pouco mais de duas horas que foi arrematador da metade para o final. A primeira música era novidade para muita gente. “All I Know is All é o novo single do cantor que nem foi lançado ainda, mas ele vem testando em suas apresentações. Depois, Seal seguiu um setlist repleto de hits como Killer, Person in the Mirror e Whirlpool.

Cercado novamente pelo público, após “Love’s Devine”, Seal fez um discurso falando sobre a importância do amor entre as pessoas.

“eu amo vocês. vocês me amam e estão aqui por amor à música. (...) todos nós temos que ficar conectados todo o tempo. As coisas ficam melhores quando estamos próximos”.

Os anos da década de 90 foram os principais para a consagração do cantor britânico e as canções lançadas nesse período foram destaque no repertório mesclado por baladas e dance music. A hora de “Prayer for the Dying” foi um dos momentos mais emocionantes da noite. E adivinhe: novamente ele cantou no meio da plateia.

Mas, sem dúvida, o ponto alto do show foi quando Seal deixou de lado o ‘free style' e pegou o violão para “Kiss from a Rose”, canção lançada em 1994 que lhe rendeu 3 Grammys no ano seguinte e se imortalizou como trilha do filme Batman Forever. Para quem estava aguardando as canções mais conhecidas do artista para ajudar na cantoria dos fãs mais fervorosos, essa foi a deixa.

Depois de dois shows, esse foi o primeiro do festival Itaipava de Som a Sol (e acho que será o único) a ter cadeiras posicionadas na plateia. Até que as pessoas conseguiram ficar sentadas na maior parte do tempo, mas o Ginásio do Ibirapuera levantou quando Seal cantou sua versão para "Higher Ground", de Stevie Wonder. Daí para frente foi impossível ficar parado, principalmente, quando veio outra cover iniciando o bis.

A contagiante “Rebel, Rebel”, do outro inglês David Bowie, preparou o público para a última música: Crazy, grande sucesso da carreira de Seal.

A sessão de shows do festival Itaipava de Som a Sol continua nessa semana com apresentações do Nickelback (03/10) e Black Eyed Pears (04/10).

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