• Por: Maria Rita Werneck

Concerto sinfônico celebra Led Zeppelin em SP


Em 1969, uma banda com letras enigmáticas e certa psicodelia despontava na cena do rock com dois discos. O primeiro lançado em 12 janeiro e o segundo, como em um processo de gestação, 9 meses depois, em 22 de outubro. Naquela altura, ninguém poderia imaginar que o Led Zeppelin 1 e o Led Zeppelin 2 formariam a espinha dorsal do heavy metal e que, com toda a inicial crítica negativa direcionada ao primogênito álbum, ambos entrariam para história do Rock n’ Roll como dois dos registros fonográficos mais importantes de todos os tempos.

Para celebrar os 50 anos de lançamento dos discos, a Nova Orquestra, comandada pelo maestro Eder Paolozzi, deu versões clássicas para faixas desses dois icônicos álbuns no Led In Concert, realizado ontem, no Allianz Parque, com a presença de 5 mil pessoas.

As 15 canções que formaram o repertório foram apresentadas por 32 músicos.De abertura, "Good Times Bad Times", faixa que também abre o Led Zeppelin 1. Os arranjos sinfônicos, na maioria das músicas, foram fiéis às versões originais criadas por Robert Plant, Jimmy Page, John Bonham e John Paul Jones, mas em alguns números a criatividade na releitura da orquestra fica evidente. "Whola Lotta Love" é um exemplo dessa roupagem ousada, corajosa e muito bem realizada pelos músicos e maestro.

Vale ressaltar que faixas de outros trabalhos do Led também fizeram parte da apresentação, como a belíssima "Since I’ve Been Loving You" (Led Zeppelin III) e "Stairway to Heaven" (Led Zeppelin IV), que não precisa de apresentações. Inclusive, antes de começá-la, a própria orquestra pediu para que a plateia acendesse as luzes do celular para o momento ficar mais emocionante. Engraçado como essas duas músicas parecem ter sido feitas para serem executadas por uma sinfônica devido ao casamento perfeito dos instrumentos eruditos com as melodias.

Se por um lado a plateia parecia tímida para cantar, mesmo sendo incentivada por Paolozzi, por outro vibrava a cada início musical. Em "D’yer Mak’er" e "Black Dog", por exemplo, era possível ver algumas pessoas dançando ou balançando a cabeça (de forma concisa, é verdade) à la headbangers.

Já no final da apresentação, um convidado especial. Rafael Miranda, baterista do Ego Kill Talent (banda que abrirá show do Metallica no Brasil em abril de 2020), assumiu as baquetas em "Imigrant Song".

Essa não é a primeira vez que uma orquestra faz versões clássicas para grandes sucessos de rock no Allianz Parque. Em maio deste ano, o local recebeu os concertos Bohemian Rhapsody (Queen) e Black Album (Metallica), ambos realizado pela Petrobras Sinfônica, sob regência do maestro Felipe Prazeres. Sem dúvida, iniciativas como estas acabam aproximando mais as pessoas do universo musical clássico, o deixando mais popular e atraente aos novos ouvidos. É bonito ver um público heterogêneo aplaudindo músicos que dedicam suas vidas aos seus respectivos instrumentos e, claro, à música. Ouvir as músicas de nossas vidas dessa forma, tão emocionante e bem executada, nos faz amá-las mais ainda.

Que venham outros concerto rock n' roll!

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