• Por Maria Rita Werneck

Saiba quais foram os 10 filmes mais impactantes da última década


O final do ano está chegando e com ele o fim de mais uma década. É momento de reunir a família, comer delícias natalinas e de ver as diversas listas que ainda chegarão, como a relação dos dez filmes que mais impactaram os americanos de 2010 para cá.

No último dia 24 (domingo), o NY Times publicou dez títulos que influenciaram a plateia americana, produzindo por meio do entretenimento reflexões sobre assuntos que são e foram agendas nos últimos anos. As temáticas vão do poder armamentista dos EUA até o empoderamento feminino.

1. Sniper Americano – Lançado em 2014, o filme traz a história de vida e morte do franco-atirador do Nasy Seal, Chris Kyle, interpretado por Bradley Cooper. Neste longa dirigido por Clint Eastwood observamos o incentivo ao militarismo e armamentismo norte-americano, indícios sobre para que lado as coisas, politicamente, estavam indo naquele momento.

2. Blackfish – Depois que uma baleia Orca mantida em cativeiro matou várias pessoas, o mundo voltou a se questionar sobre a relação que esses animais tem com os humanos e como eles são tratados quando são mantidos em grande tanques de água para entretenimento. Os diversos parques aquáticos que os usam para performances são os grandes responsáveis por esses ataques fatais? De acordo com o documentário lançado em 2013, sim. Os maus-tratos que a mamífera Tilikum sofreu em seu confinamento despertaram nos espectadores questionamentos referentes aos abusos que baleias sofriam no famoso SeaWorld. A pressão foi imensa que, em 2016, o parque anunciou o fim de alguns shows pelo mundo.

3. Missão Madrinha de Casamento – De 2011, a comédia-romântica derruba clichês sobre o casamento. A romantização dessa experiência, tão sustentada pelo próprio cinema, cai quando as atrizes Kristen Wiig, Melissa McCarthy, Rose Byrne, Ellie kemper e Maya Rudolph mostram que nem tudo em um noivado é cor-de-rosa.

4. Frozen – A animação da Disney de 2013 fala de empoderamento feminino para um público infanto-juvenil através das sagas das princesas Elza e Anna. Além da importância de trazer o poder feminino sob novo prisma – um contraponto a um conto de fadas dentro de um conto de fadas.

5. Corra - Segundo o NY Times, o filme de Jordan Peele, de 2017, possui “uma sátira supremacista” em um EUA que retomava debates sobre o racismo e a xenofobia, principalmente, por causa de algumas medidas políticas da Casa da Branca. O roteiro também inova na forma de fazer suspense, gênero tão desgastado. Ele se tornar mais instigante, convulsivo e inteligente.

6. Jogos Vorazes: Em Chamas – Este é outro exemplo de filme que reafirma o poder feminino nas telonas. De 2013, o longa da franquia traz Jennifer Lawrence como a líder Katniss Everdeen, que conduzirá a rebelião no sistema.

7. Moonlight: Sob Luz do Luar – O ganhador do Oscar de Melhor Filme de 2017 (vale ressaltar que esse foi o primeiro filme a ter um diretor negro ganhador dessa estatueta), deu mais visibilidade as latentes questões sobre o racismo , contando a história de Chrion, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami que sobre bullying na infância e enfrenta o drama de conviver em ambientes de crime e droga.

8. Okja – O impacto de Okja, em 2017, teve mais relação com a indústria cinematográfica do que para com a sociedade. Lançado pela Netflix, o longa de Bong Joon Ho estreou no tapete vermelho de Cannes, uma verdadeira ruptura dos padrões do ‘bussiness’ audiovisual. Era a chegada de uma nova Era que nos último dois anos vem se concretizando. Cada vez mais, grandes produções são realizadas e lançadas por plataformas de streamings (Amazon Prime é um outro exemplo), o que está obrigando as mega produtoras de cinema se repaginarem e se adaptarem a esse novo conceito.

9. Star Wars: o Despertar da Força – Nessa produção da franquia Star Wars, a mulher e o negro encontraram mais protagonismo e isso causou problemas entre os fãs mais conservadores (para não dizer reacionários). Sob a regência da Disney, em 2015, o longa acabou quebrando na cultura Geek uma hegemonia masculina que existia em um dos seus maiores símbolos, além de levar à telas, mesmo que indiretamente, questionamento sobre o racismo no cinema.

10. Os Vingadores (2012) – Assim como Okja, o impacto do longa também foi no mercado do cinema. Esse foi o primeiro filme dos estúdios Marvel lançado depois de sua compra pela Disney. Uma nova dinastia começa a partir desse momento: duas grandes forças juntas que dão resultados ‘super fantásticos’ (desculpem o trocadilho), como o elogiadíssimo e premiado Pantera Negra (2018), que deveria estar nessa relação da NY Times.

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